.: O blog :.
Alguma dúvida??? É melhor porque é proibido!!! Aqui, eu conto histórias eróticas, sensuais e engraçadas... todas verdadeiras. Mas também levanto questões sobre relacionamento, casamento e felicidade.
Quem tiver problemas dessa natureza, junte-se a nós. Quem não tem, anote o endereço porque mais tarde vai precisar.
Este blog é um álbum da minha vida. Relato fatos de todos os tempos. Exponho meus sentimentos. Anuncio meus sonhos. Brigo contra o que não gosto. Exploro muito o lado masculino nos relacionamentos.

Costumo publicar textos às terças e sextas pela manhã. Mas entro todo dia pra ler os comentários.

Nome: Proibido
Idade: Dez/68
Cidade: De SSA, em BSB
E-mail: proibidomelhor@yahoo.com.br
Gosto de: Viver intensamente
Odeio: Fracos e idiotas
Tristeza: Viver longe das filhas

.: Sobre mim :.
Separado, depois de 10 anos de casado mais 7 entre namoro e noivado, duas filhas, uma ex-amante que me fez muito feliz por quase um ano, até termos sido descobertos. Hoje, vivo a liberdade que almejava há muitos anos, morando só, seguindo minhas próprias regras, limites e horários, conhecendo pessoas maravilhosas, mas também pessoas que não valem a pena, curtindo todos os shows que me interessam... enfim, estou VIVENDO de novo.

Todas as segundas-feiras, publico textos no Blog Temático.


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Sexta-feira, Setembro 22, 2006

Do fundo do coração

Na Sexta-feira, conversei no MSN com um grande amigo meu de Salvador. É daqueles da época da faculdade. Fomos padrinhos de casamento um do outro, viajamos muito juntos e vibramos com todas nossas vitórias, sempre nos preocupando muito reciprocamente. Sua esposa é pessoa igualmente especial pra mim. Nesse dia, perguntei sobre o bebê que eles aguardavam. Era o 2º filho, sendo que o mais velho, com quase 6 anos, aguardava ansiosamente pelo irmão que pedira há tanto tempo. Estava tudo ótimo e ele teria nascido ontem. Sim, teria... mas, por esses motivos não explicáveis, a pobre criança faleceu no fim de semana, vítima de um acidente: fora estrangulado pelo cordão umbilical, dias antes do parto.

Eles ficaram sabendo disso na Segunda e ela teve que fazer uma cesárea para retirada do natimorto. Fiquei sabendo na Terça à tarde. Quase desabei de tristeza. Corri pra casa e liguei pra ele. Estava mais abalado do que eu poderia imaginar. Fiquei arrasado. Queria estar lá. Sequer voltei pro trabalho. Às 19h, tomei uma decisão muito importante. Embora eu soubesse que não poderia fazer gastos extras, pois tinha várias outras prioridades, necessidades e até pendências, ignorei totalmente a racionalidade da minha atual condição financeira e agi conforme meu coração mandou. Viajei duas horas depois pra lá.

Cedo, no dia seguinte, fui ai hospital. A carinha inchada de choro da mãezinha quase acabou comigo. Ela me olhou, com imensa alegria e surpresa, e chamou meu nome num tom cheio de exclamações e interrogações... tipo, "Ele mora em Brasília... o que tá fazendo aqui numa Quarta-feira!?!?!?". Eu a abracei longamente e choramos juntos. Não falei nada... apenas permaneci sentado ao seu lado, fazendo-lhe carinho no rosto e no cabelo, passando-lhe alguma energia positiva.

Depois, fui me encontrar com o pai no IML. Isso é mais foda ainda!!! Fui levar o documento da mãe para que liberassem o corpo do bebê. Ele, naturalmente, ficou super feliz ao me ver. Nos abraçamos fortemente.

Os pais da mãe, fortes, mas desolados, foram comigo ao enterro. Foi no meu ombro que aquele simpático senhor que eu sempre adorei desabou aos prantos, ao ver o caixãozinho.

Poupando detalhes, praticamente todos nossos amigos estavam lá. O pai não parou de acariciar o bebê durante todo o tempo que esteve lá. No momento final, ele pegou o caixão nas mãos e saiu andando em direção à cova. Que cena terrível!!! Parecia um líder solitário, andando na frente, carregando um pedaço da sua honra. Foi uma choradeira descontrolável. Nunca imaginei vivenciar aquilo, ainda mais com uma família tão próxima e tão boa.

Passei a tarde com a família no hospital. Despedi-me ao anoitecer, pois, embora eu quisesse muito ficar lá até o fim de semana, eu tinha muitas obrigações de trabalho aqui, até porque eu fui sem sequer avisar ao chefe. Apenas organizei o trabalho do dia seguinte, por celular, já do aeroporto, passando as devidas instruções.

Tem coisas que só vivendo pra entender. Eu, por exemplo, nunca achei que fosse tão dolorido perder um bebê nessas condições... mas é terrível!!! Na maternidade, só existe alegria... são pais indo e vindo, sorrindo, levando e trazendo lembrancinhas... ouve-se choro de bebês o dia inteiro... sente-se o cheirinho de talco... é sacrificante. A casa deles havia sido ampliada para a chegada do bebê. Os amigos haviam feito chá de fralda. O irmão mais velho achou que era brincadeira do pai, quando este lhe contou o que havia acontecido. Enfim, são muitos os pontos de dor e sentimento.

Ontem, liguei pra saber se ela está bem. Sim, já está em casa. É uma pessoal emocional e, principalmente, espiritualmente muito forte. Ela, mais uma vez, agradeceu a minha presença. Acho que este foi o ato mais importante da minha vida. Certamente, ele será o anjo que, daqui pra a frente, guiará aquela linda família no caminho de volta à felicidade.


Publicado por: O Proibido




Quinta-feira, Setembro 14, 2006

11 de setembro

Logo que fiz 15 anos, meus pais me mandaram estudar nos EUA para me desenvolver bem no inglês e me tornar mais independente. Isso foi há 22 anos. Morei com uma família americana maravilhosa e eu cheguei ao ponto de me adaptar tanto, que se eu nunca mais voltasse ao Brasil, estaria bem, me sentiria em casa de verdade. 11 anos depois que voltei de lá, fui passar Natal e Ano Novo com eles. Sempre tivemos uma relação de irmãos, de pais e filho, sempre fomos muito cúmplices e muito próximos. Nunca perdemos contato.

Em 11/09/2001, quando soube do ataque às Torres Gêmeas, fiquei em estado de choque. Eles não sofriam qualquer risco iminente de ataque, pois moram longe de NY e numa cidade de interior. Fiquei em choque por imaginar tudo mais que poderia vir a acontecer no mundo. Pior é que não errei muito nas minhas previsões!!! Passamos a conversar por email o dia inteiro, trocando informações, principalmente nos primeiros dias. Vocês acreditam que, até o final do dia 12, a mídia não havia veiculado a informação da queda do vôo 93 da United Airlines? Pois é... fiquei chocado ao perceber que os filmes não mentem, quando externam ao mundo a forma como o poder de controlar as informações é exercido naquele país, que eu julgava brilhante. Procurem alugar o filme Mera Coincidência para entender do que estou falando.

Quando o idiota do Bush apareceu na TV com aquela cara de macaco perdido, esbravecido, dizendo que iniciaria uma guerra contra o terrorismo, visualizei o início da 3ª guerra mundial. Tremi nas bases, pois vivia um momento muito bom da minha vida e jamais imaginara vivenciar uma guerra de tamanho porte. Até agora, tenho errado, mas, a cada ameaça da Coréia, do Irã, do Afeganistão... enfim, a cada novo país que resolve dar testa àquele que se considera o xerife do mundo, minha preocupação aumenta.

A relação com minha família americana esfriou bastante desde que o yankee idiota iniciou ataques ao Afeganistão e, em seguida, ao Iraque. Esfriou porque eles são pró-Bush incondicionalmente. Pra mim, todo fanático é burro, pois deixa de raciocinar em cima de uma porra de uma causa que nem sempre traz o bem à maioria.

É histórico que a família Bush ataca o Iraque. Bush Sênior fez a mesma coisa em 91, se não me engano. O que há por trás de tudo isso? Interesse pessoal. Essa é a resposta. A família dos filhos da puta do poder é acionista de empresas de exploração de petróleo nos EUA, são sócios da indústria bélica... por isso todo esse interesse. Milhares de americanos já morreram no Iraque, mas continuam atacando e se fazendo presentes lá. É um patriotismo doente!!!

Ta parecendo que ando indignado, né? Eu explico: ontem, fui assistir ao filme Vôo 93, que narra o que pôde ser deduzido sobre aquilo que aconteceu no único vôo que não atingiu seu alvo, naquele 11 de setembro. O filme é excelente, mas me remotou aos sentimentos de 5 anos atrás. Saí do cinema todo travado, com dores no pescoço e dor de cabeça, tamanha a tensão vivida por todos envolvidos no filme, não apenas os passageiros. Eu, como sempre, assisto a filmes me colocando no lugar das pessoas o tempo todo. Por isso, muitas vezes, sofro no lugar deles. Precisei de umas 4 boas doses de whisky pra relaxar e dormir em paz. Confiram.


Publicado por: O Proibido




Domingo, Setembro 03, 2006

Maturidade

Há pouco mais de um ano, eu vivia minha vida de liberdade. Curtia tudo: todos os shows, todas as festas, todas as viagens, todas as mulheres que eu podia alcançar. Vivi um romance de alguns meses com aquela minha amiga leitora, que vinha passar uns dias aqui comigo, viajando 18h de busão. Pra mim, era uma relação massa, pois não estava do lado, não convivíamos juntos, apenas nos curtíamos muito cada vez que ela vinha. Tudo sem obrigação ou compromisso. Até que fatos nos afastaram... reportei muita coisa aqui.

Concluí que jamais poderia ter um relacionamento sério com alguém que conhecesse através do blog, por dois motivos fortes: 1) era desvantagem pra mim, pois ela já sabia tudo sobre mim, enquanto eu não sabia nada sobre ela; 2) devido ao primeiro motivo, se ela tivesse interesse real em mim, sabia tudo que eu gostava e não gostava numa mulher... e mostrava pra mim apenas aquilo que eu queria ver.

Eu sempre frisei aqui que não estava fechado a uma nova relação, que não temia gostar de outra pessoa, me entregar, ser feliz. Mas, também, sempre disse que estava muito cedo para recomeçar uma relação.

Mas o destino nos prega peças, não é!? Há exato um ano, conheci uma menina do blog, por quem eu tinha uma admiração enorme. Eu adorava seu jeito simples, mas muito determinado; adorava seu jeito de encarar as adversidades; adorava sua franqueza e, principalmente, naturalidade. Quando a conheci pessoalmente, já nos falávamos há mais de um mês, mas nunca havíamos marcado de nos encontrar. Eis que esse dia chegou. Sua primeira frase, ao me ver, foi: "E essa barriga, rapaz!!". Pensei... é das minhas... não tem frescura e fala o que pensa. A simpatia só aumentou. Conversamos por horas... dois dias depois, outra saída e mais conversa... tudo era direto e claro... contei-lhe muitas das experiências que vivi depois da separação, não apenas as envolvendo mulheres. Seu interesse e resposta ao que eu falava era deslumbrante. Até ali, éramos apenas amigos e sem interesses maiores... mas relacionamentos que nascem dessa forma tendem a render algo mais. Quando saímos para dançar, logo nos beijamos. E foi muito bom.

Compartilhamos de histórias semelhantes de nossas famílias. Já sofremos por motivos iguais e a maioria do que eu gosto, ela também gosta. Então, pensei... por que não? E deixei rolar. E rola até hoje. Ela me encantou... e tem me encantado há um ano. Sinto uma paz indescritível ao seu lado... e temos vivido muitas aventuras juntos. Vamos ver no que isso vai dar!!! É a maturidade de uma relação. Quanto à liberdade... ué, sou livre... quem disse que não? Sinto-me livre... e feliz.


Publicado por: O Proibido