.: O blog :.
Alguma dúvida??? É melhor porque é proibido!!! Aqui, eu conto histórias eróticas, sensuais e engraçadas... todas verdadeiras. Mas também levanto questões sobre relacionamento, casamento e felicidade.
Quem tiver problemas dessa natureza, junte-se a nós. Quem não tem, anote o endereço porque mais tarde vai precisar.
Este blog é um álbum da minha vida. Relato fatos de todos os tempos. Exponho meus sentimentos. Anuncio meus sonhos. Brigo contra o que não gosto. Exploro muito o lado masculino nos relacionamentos.

Costumo publicar textos às terças e sextas pela manhã. Mas entro todo dia pra ler os comentários.

Nome: Proibido
Idade: Dez/68
Cidade: De SSA, em BSB
E-mail: proibidomelhor@yahoo.com.br
Gosto de: Viver intensamente
Odeio: Fracos e idiotas
Tristeza: Viver longe das filhas

.: Sobre mim :.
Separado, depois de 10 anos de casado mais 7 entre namoro e noivado, duas filhas, uma ex-amante que me fez muito feliz por quase um ano, até termos sido descobertos. Hoje, vivo a liberdade que almejava há muitos anos, morando só, seguindo minhas próprias regras, limites e horários, conhecendo pessoas maravilhosas, mas também pessoas que não valem a pena, curtindo todos os shows que me interessam... enfim, estou VIVENDO de novo.

Todas as segundas-feiras, publico textos no Blog Temático.


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Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Lembranças que não ficaram

Tem um carinha que trabalhava no órgão público que presto serviço como chefe do suporte de informática. Carinha legal, caladão, boa pinta, magro, forte... aparentemente, competente. Só que ele ocupava um cargo comissionado e, como sempre acontece, algum político pediu o cargo para colocar um amigo dele e esse carinha dançou.

Como as pessoas aqui gostavam dele, conseguiram que ele fosse trabalhar na empresa que eu trabalhava prestando serviço. Só que o colocaram para cumprir um papel totalmente diferente. Pior, me entregaram ele pra eu lhe dar alguma coisa pra fazer. Pedi, então, que documentasse um sistema que eu acabara de desenvolver. Bastava usar o Word e colar as imagens das telas, descrever os campos e as orientações de preenchimento. Trabalho que qualquer “mane” consegue fazer. Depois de uma semana, não tinha nada pronto. Pensei: “O corno tá no vício do funcionalismo público... vai produzir nada!”. Então, eu mesmo fiz um primeiro módulo e pedi que ele fizesse os demais seguindo aquele padrão. Puta merda!!! Cada erro de português que me irritou!!! Mesmo assim, corrigi tudo e o orientei como prosseguir. Era trabalho pra uma semana, mas levou quase dois meses pra ficar pronto... e mal pronto.

Em outra ocasião, trabalhamos juntos no suporte a um sistema comprado pronto. Eu ficava impressionado como ele não fazia nem assumia nada. Ele só queria que o dia acabasse pra ir embora. Aquilo me irritava. Eu chegava a sugerir que ele nem fosse trabalhar, que ficasse em casa mesmo.

Depois disso, ele foi demitido e sumiu da área. Eu ficava imaginando como aquele cara, que devia ter uns 30 anos, uma filha de 5 e duas esposas (sim, ele tinha duas esposas... estava sempre em público com uma ou com outra), iria arranja emprego e prosseguir na vida. Outro dia, ele apareceu aqui no trampo para nos visitar e disse que não estava procurando emprego, que tava tranqüilo sem trabalhar. Muitos foram meus pensamentos, mas, como não tenho nada a ver com isso...

Há uns dois meses, ele veio trabalhar conosco de novo, só que, desta vez, como estagiário, pois estava cursando faculdade de informática e queria aprender a programar. Não foi surpresa eu ver que ele só vinha e só chegava na hora que queria, sem correr atrás de aprender nada novo. Teve uma filhinha com a segunda esposa e trouxe para conhecermos. A menininha estava com 3 meses e a outra filha com 6 anos na virada deste ano.

No dia que eu estava me preparando para voltar de Salvador, um colega daqui me ligou dizendo que ele havia morrido. O cara saiu da piscina e foi ligar um fio na descascado na tomada. Morreu eletrocutado, diante dos olhos da família. Fiquei chocado com o acontecimento tão triste, tão evitável, tão burro, mas, ao mesmo tempo, não consegui sentir pena dele... sim, da família, das filhas, das viúvas, dos pais que assistiram ao desastre. Claro que eu não lhe desejava nada de mau, afinal eu não tinha problema com ele nem ele comigo. A gente conversava numa boa, convivia legal, pois ele era tranqüilo. Só que, desta vez, eu não pude dizer que Deus leva primeiro os bons.

Cheguei de Salvador no dia seguinte ao conhecimento da sua morte e parecia que nada tinha acontecido aqui. Não havia ninguém triste. Não ficou trabalho pendente. Não ficou história, pois nada foi deixado pronto por ele. Enfim, não ficaram lembranças de alguém que tenha deixado alguma marca, nem que fosse sua alegria. Esse passou em branco mesmo.


Publicado por: O Proibido




Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

Fim de Ano de Reencontros

Passei o Natal entre amigos baianos aqui em Brasília e o Ano Novo em Salvador. Infelizmente, a mãe das minhas filhas não as liberou para viajarem comigo, mesmo toda sua família pedindo. A data combinada para eu buscá-las era 01/01. Pedi pra pegar dois dias antes justamente para elas poderem curtir Salvador e a família, mas a infeliz alegou que este era o ano de elas passarem o ano novo com a mãe. Assim, as crianças não foram, nem irão à praia neste verão; passarão as férias dentro de casa, tudo por causa do egoísmo doente de uma pessoa doente mental. Nesta confusão toda, que fiquei o tempo todo de fora, consegui me superar e não reagi; não dei a ela a raiva que esperava de volta. A aproximação dos 40 anos e toda a bagagem cultural que venho acumulando estão fazendo de mim uma pessoa ainda mais tolerante, que se adapta rápido às novas regras, busca obter o melhor daquilo que vem do mau e planeja os próximos passos com muita precisão e prudência. Isso está sendo um reencontro gostoso comigo mesmo.

O melhor dos reencontros desta virada de ano foi com minha família. Sempre fomos muito unidos, mas percebi que, sempre que vou a Salvador, priorizo rever meus amigos e passo pouco tempo com minha família. Na verdade, a ansiedade é enorme para curtir a cidade, os momentos, as paisagens, a comida, os bares... e, normalmente, eram os amigos que me acompanhavam. Desta vez foi diferente. Tudo que fiz, incluí minha família. A primeira caranguejada uniu toda a família. Eu, pai e irmão viemos de fora; mãe e irmã já moram lá; só faltou a mais nova, que mora em Recife. Fui à praia sempre acompanhado de pai, mãe e/ou irmãos. Fui jantar meu fabuloso camarão comodoro acompanhado da minha véa linda, que fez 58 anos dia 31/12. Só no passeio de escuna que ninguém da família pôde me acompanhar; mesmo assim, fui com um grupo enorme de goianos, dos quais alguns eu já conhecia há mais de 15 anos e outros há uns 3 anos. Além deles, um casal amigo de Brasília nos acompanhou.

Reencontrei um ex-inquilino que me deve uma grana boa... negociamos pra ele começar a me pagar. Este foi um reencontro técnico, mas muito proveitoso.

Reencontrei vários amigos num churrasco na casa de um amigo que eu não via há uns 5 anos, pois morava em Portugal.

O único reencontro que não aconteceu foi com a minha Encantada. Desde que nos conhecemos, foi um único encontro. Sem brigas nem discussões, com muito respeito, muita paz, muita alegria e cumplicidade. Não é à toa que todos meus amigos, parentes e filhas a adoram.

Tenham um feliz 2008. O meu está prometendo muito.


Publicado por: O Proibido